Artigos Serginho Valle


Eu celebro, nós celebramos

EU CELEBRO, NÓS CELEBRAMOS 
            A celebração da Missa é nossa. Aliás, já tivemos oportunidade de conversar sobre isso em outra ocasião. Mas tem algo mais! Quando você participa da Missa, ali está para celebrar e, na celebração cada celebrante tem uma função. Alguém terá a função de presidir a celebração. Esta é a função do presidente da celebração. Na missa, o exercício dessa função compete ao bispo ou ao padre. Mas, existem outras. Há quem anima a celebração, quem entoa os cantos, quem proclama leituras, quem proclama os salmos, quem proclama as preces da comunidade (oração dos fiéis) quem serve o altar, quem faz a coleta, quem traz as oferendas... Todas estas funções estão presentes, de modo mais visível, numa missa dominical. 
            Na Liturgia da missa, e em outras celebrações litúrgicas, a palavra que define cada função especial é “ministério”. Denota uma função, mas com um sentido a mais: ministério traz consigo a qualidade de “serviço”. Por isso, quem está diante da assembléia não exerce apenas uma função — a função de ler ou de fazer uma leitura, por exemplo —; faz mais que isso: presta um serviço aos irmãos reunidos em assembléia litúrgica. 
            O padre realiza seu serviço como presidente da celebração, O leitor presta serviço enquanto anuncia a Palavra de Deus. O menino que ajuda como coroinha, presta um serviço de ajuda ao padre no altar. O cantor está a serviço da Liturgia e da assembléia para favorecer a louvação através da música. O povo reunido em assembléia também tem seu ministério, seu serviço na celebração litúrgica, pois serve a Deus com o louvor, com a ação de graças, com orações e súplicas. É o que se entende por participação. Em conclusão, a assembléia litúrgica, de modo particular a assembléia Eucarística, se caracteriza como servidora. Todos estão a serviço de todos, além de um fato importante: o próprio Deus, se serve do serviço ministerial assemblear para servir os celebrantes alimentando-os com o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia. 
            Você pode perguntar se isso existe razão para tudo isso. Tem uma razão, sim. Aliás, não uma, mas várias, embora aqui basta lembrar a atitude de Jesus Cristo, na Última Ceia, quando instituiu a Eucaristia? A atitude de humildade e de serviço ao lavar os pés de seus amigos. Pois bem. Na primeira Missa, celebrada por Cristo no mundo, a Eucaristia aconteceu em clima de serviço. O mesmo clima serviçal continua nas nossas celebrações Eucarísticas de nossos dias. Ninguém tenha a pretensão de estar diante da assembléia para aparecer ou promover-se. Quem for chamado para exercer algum ministério, que o exerça como servidor de Deus e dos irmãos. 

Serginho Valle