DOMINGOS DE

Setembro 2010

PEDAGOGIA LITÚRGICA  

Setembro 2010

 


 Se alguém vem a mim, mas não se desapega... não pode ser meu discípulo.

A Palavra deste Domingo é como uma parada no caminho do discipulado para Jesus questionar o modo como se está assumindo as exigências de seu seguimento

 

 

05 de Setembro


23º Domingo do Tempo Comum

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          Dizemos entre nós que setembro é o mês da Bíblia, por comemorar São Jerônimo, no dia 30 de setembro, o patrono dos exegetas. Mais que um livro religioso, no sentido de propor princípios religiosos, a Bíblia é a Palavra de Deus e, enquanto tal, é luz para nossos passos, como canta o salmista (.......). Em síntese, a Bíblia propõe um estilo de vida e um caminho. Isso é ainda mais evidente no Evangelho, que não se caracteriza como biografia de Jesus, mas como proposta do seguimento de Jesus, através do discipulado (23DTC). Deste modo, podemos dizer que o cristianismo é uma religião, que se caracteriza pelo seguimento a Jesus e, portanto, o cristão é alguém que se coloca no caminho de Jesus, através do discipulado. É assim que iniciamos o mês de setembro, iluminando-nos no Evangelho como luz que orienta um modo de vida, um estilo de vida. Um estilo de vida que se faz pelo caminho, no seguimento a Cristo que se por um modo de viver. É deste seguimento que nasce um estilo de vida próprio do cristão, que faz do Evangelho a sua fonte de sabedoria e a luz para sua vida. 

          Como todo caminho tem um destino, na caminhada do discipulado, a exemplo do Povo de Deus, o destino é a Terra Prometida. No 24DTC, a 1ª leitura enfatiza o destino do Povo de Deus para a Terra Prometida e contrapõe o Evangelho com a parábola do filho pródigo, que deixou a casa do pai para buscar sua terra prometida, identificada por ele como o “mundão”, como dizemos na gíria. Fez de sua Terra Prometida um recanto de prazer, de festas e gastanças. O destino foi um chiqueiro, onde se alimentava de porcarias. Jesus não condena a alegria e o cristianismo não é uma religião de proibições ou de tristezas, como disse Bento XVI. O cristianismo propõe um caminho e, ao propor o caminho, chama atenção para o destino de outros caminhos que podem conduzir a locais estranhos à realização existencial, alimentando-se com aquilo que é jogado aos porcos, símbolo da degradação existencial.  

          Outro caminho que conduz à fontes turvas, que contamina a vida interior, é a idolatria. O 25DTC repete lema e tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2010: “não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13) alertando, uma vez mais, para o risco de construir a vida fundamentada em bens materiais. O uso sem critérios do dinheiro pode levar à perversidade e ao afastamento de Deus. Hoje, não é difícil constatar como a chamada “idolatria do mercado”, ao propor seu caminho com uma terra prometida risonha e fértil esconde o poder de destruir vidas e de induzir a pessoa a agir com perversidade. A “idolatria do mercado”, hoje, promove relacionamentos que começam sorridentes, mas que podem terminar em “lamento”, se o caminho existencial não for iluminado pela sabedoria da Palavra, por exemplo. São caminhos que propõem ilusões, como daquele jovem que deixou a casa paterna em busca de sua terra prometida (24DTC) confinando no dinheiro que recebeu em herança e acabou onde acabou.  

          Mas, não é só a vida pessoal que pode ser arruinada. Os relacionamentos inter-pessoais também podem ser afetados, a ponto de se perder qualquer proposta fraterna. Uma das piores conseqüências do contexto da “idolatria do mercado” é a incapacidade de considerar o outro como pessoa e, menos ainda, como irmão e irmã; o outro é apenas um consumidor ou produtor de bens. Jesus demonstra esse desprezo fraterno, se assim podemos chamar, com a parábola do rico que se banqueteava e de Lázaro que vivia aos pés da mesa, sobrevivendo de migalhas (26DTC). Quem vive em banquetes e dedicando-se a coisas supérfluas, quase cega-se a quem está necessitado. Quem vive preocupado com sua imagem e com suas necessidades, não tem olhos pra ver o outro que precisa de sua ajuda. Na parábola, Jesus diz que os olhos daquele rico só se abriram para a realidade da vida depois de morto, mas ai, já era tarde.  

          É neste último Domingo de setembro (26DTC) que Jesus demonstra a grande utilidade da Palavra de Deus em nossas vidas. Quando o rico pede a Lázaro para ir à casa de seu irmão, Abraão responde que eles têm Moisés e os profetas para serem ouvidos (.......). É uma referência clara à Palavra de Deus. É o mesmo que dizer: eles têm a Palavra, tem a Bíblia, que a ouçam, que a sigam se quiserem participar plenamente da vida, já na terra. Como dito no início, as celebrações de setembro reforçam a proposta de que a Palavra é caminho e caminho que conduz à vida plena. Eis o melhor convite para não apenas ler a Bíblia, mas fazer dela a luz e o caminho da vida.

 

 

 

Serginho Valle

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Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte...

 Nosso destino, nossa verdadeira “terra prometida”, é a casa e a mesa do Pai

 

12  de Setembro

24º Domingo do Tempo Comum 


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Ninguém pode servir a dois senhores

A Liturgia reforça em cada celebrante a convicção de que somente Deus é o Senhor e que, vivendo na dinâmica da misericórdia, o mundo será mais rico, por considerar plenamente a dignidade da vida humana.

 

 

19  de Setembro

25º Domingo do Tempo Comum

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A vida humana está acima dos bens e dos prazeres da terra.

A Liturgia propõe o ver divino e seu modo de agir para evitar que dinheiro e riquezas sejam senhores de nossas vidas.

 

26  de Setembro

26º Domingo do Tempo Comum


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