|

“Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”.
Quem contempla a beleza
divina, quem é capaz de participar da luz da Glória de Deus, num determinado
momento se rende e aceita a missão: “eis-me aqui, enviai-me”.

Bem-aventurados os pobres.
Ai de
vós ricos
A
Palavra deste Domingo é como um aviso, um alerta para se fazer uma escolha
adequada em vista de uma vida frutuosa.

“Adorarás ao Senhor teu Deus
e só a ele servirás”
Adorar
a Deus, no contexto de um projeto de vida, não se limita a algumas horas em
oração, mas viver na convicção da fé, de que somente Deus é o único Senhor de
nossas vidas.

Enquanto rezava, seu rosto
mudou de aparência
A
oração tem uma força transfiguradora. Quanto mais rezamos, mais nossa vida
busca o rosto de Deus e, como cantava o salmista, mais o brilho da face
divina brilhará em nós.
|
7 de Fevereiro
5º Domingo do Tempo Comum
Para ler mais sobre o assunto, clique sobre o ícone ao lado
14 de Fevereiro
6º Domingo do Tempo
Comum
Para ler mais sobre o assunto, clique sobre o ícone ao lado
21 de Fevereiro
1º Domingo da Quaresma
Para ler mais sobre o assunto, clique sobre o ícone ao lado
28 de Fevereiro
2º Domingo da Quaresma
Para ler mais sobre o assunto, clique sobre o ícone ao lado
|
|
A exemplo de Janeiro, também fevereiro se divide em dois momentos do Tempo
Litúrgico. Conclui a primeira etapa do Tempo Comum e inicia a Quaresma.
Diante desse fato, uma proposta é servir-se dos dois Domingos do Tempo Comum
como ante-sala para entrar no grande tempo da Quaresma, que neste ano carrega
o convite para converter-se e voltar-se para Deus, a quem somos convidados,
pela Campanha da Fraternidade, a adorá-lo e a servi-lo como único Deus e
Senhor.
Apelo
vocacional para viver em Deus
É o apelo vocacional que
se apresenta como a primeira motivação para voltar-se para Deus, só a ele
adorar e só a ele se dedicar a servir. Interessante perceber como em todos os
apelos vocacionais, Deus nunca impõe, mas convida e espera a resposta de quem
é convidado. Nem mesmo exige uma resposta imediata, do tipo, é “pegar ou
largar”, mas propõe um caminho e um convite para o seguimento. Durante muito
tempo, o apelo vocacional cristãos ficou condicionado a um grupo restrito de
pessoas, de modo particular, a padres e religiosos, esquecendo-se que o apelo
vocacional é para todos, para cada batizado. A resposta ao caminho vocacional
consiste em colocar-se à disposição do envio: “eis-me aqui”
(5DTC). Tal disposição
exige a coragem de deixar a praia para entrar mar adentro — “duc in altum”
—, deixar de buscar vida na praia e pescar vida em águas profundas, onde
o sentido da vida torna-se saciada de modo profundo e estável.
Condição indispensável para isso acontecer é o cultivo da vida interior, que
na celebração do VI Domingo do Tempo Comum se apresenta com a bela comparação
de cultivar a vida em terreno úmido e regá-la com a Palavra de Deus. Um
incentivo que vem com a promessa de que, quem assim fizer, terá a garantia da
proteção divina e sentirá a paz e a serenidade próprias de quem convive com
Deus e em Deus. Viver deste modo é experimentar o acolhimento divino das
bem-aventuranças e afastar para bem longe o risco de entrar na lista daqueles
que merecerão a lamentação de Jesus.
É como convite ao apelo vocacional, portanto, que os dois Domingos do Tempo
Comum favorecem uma preparação à Quaresma, do ponto de vista da conversão,
enquanto resposta à proposta divina de viver no estilo próprio do Evangelho,
que e o tema forte na Quaresma do Ano C. As duas celebrações que concluem o
Tempo Comum atuam como convite para deixar um estilo de vida e passar a
cultivar outro modo de viver. É momento para prestar atenção à resposta
vocacional.
Dois
passos iniciais para conversão
Para que a proposta ganhe corpo e se torne
realidade, os Domingos da Quaresma favorecerão uma reflexão em vista desta
mudança de vida, a começar pela luta e o modo de como vencer as tentações
(1DQ), especialmente aquelas que se iluminam na idolatria do mercado. Também
a Campanha da Fraternidade nos ajudará a viver a Quaresma como convite para
refletir a quem servimos e a quem adoramos: a Deus ou ao dinheiro. A primeira
vista, é fácil desconsiderar esta questão, especialmente quando já se vive
num contexto religioso. Mas é neste contexto religioso que o desafio torna-se
mais premente, mais incisivo, porque nem todo contexto religioso,
infelizmente, está desprovido de ceder à tentação de adoração e serviço ao
dinheiro, principalmente, quando a religião é usada em favor do lucro.
O modo de proceder para que a conversão seja autêntica e atinja a vida no
íntimo, a ponto de mudar o estilo de viver é de suma importância. Tudo isso
acontecerá dentro de um processo e, o início deste processo, começa pelo
silenciamento, pela aceitação do convite de Jesus para subir ao Tabor, estar
num local onde existe clima para rezar e ouvir as Escrituras (2DQ). O
silêncio, em particular, aquele silêncio no qual nos deixamos envolver por
Deus, através da espiritualidade do Evangelho, conduz à oração de ouvir o que
Deus tem a dizer, por meio de seu Filho Jesus, deixando-se processar, pouco a
pouco, por uma transfiguração que ilumina nossos corações até começar a
brilhar nos olhos e resplandecer em nossas atitudes; é a santidade.
Conclusão
Em duas palavras, o mês
de fevereiro, liturgicamente falando, é um tempo para se deixar convidar por
Deus a caminhar nos caminhos do Evangelho, através da conversão. A primeira
proposta é aceitar o convite, a segunda é entrar no processo da conversão,
aprendendo a valorizar o serviço e a adoração unicamente a Deus, Nosso
Senhor, silenciando para que o silêncio divino nos envolva completamente.
Serginho Valle
NO
DIA 1 DE FEVEREIRO, SEGUNDA-FEIRA, ESTAREMOS DE VOLTA. VOCÊ
PODERÁ SOLICITAR AS PROPOSTAS CELEBRATIVAS DO SAL CLICANDO
NO ÍCONE

|