DOMINGOS DE

Fevereiro 2010

PEDAGOGIA LITÚRGICA  

Fevereiro 2010

 


Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 

Quem contempla a beleza divina, quem é capaz de participar da luz da Glória de Deus, num determinado momento se rende e aceita a missão: “eis-me aqui, enviai-me”.




Bem-aventurados os pobres.
Ai de vós ricos

A Palavra deste Domingo é como um aviso, um alerta para se fazer uma escolha adequada em vista de uma vida frutuosa.

 

 

 
“Adorarás ao Senhor teu Deus
e só a ele servirás”

Adorar a Deus, no contexto de um projeto de vida, não se limita a algumas horas em oração, mas viver na convicção da fé, de que somente Deus é o único Senhor de nossas vidas.

 

 


Enquanto rezava, seu rosto
mudou de aparência

A oração tem uma força transfiguradora. Quanto mais rezamos, mais nossa vida busca o rosto de Deus e, como cantava o salmista, mais o brilho da face divina brilhará em nós.

  7  de Fevereiro


5º Domingo do Tempo Comum


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14  de Fevereiro

6º Domingo do Tempo Comum


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21 de Fevereiro

1º Domingo da Quaresma


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28  de Fevereiro

2º Domingo da Quaresma


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             A exemplo de Janeiro, também fevereiro se divide em dois momentos do Tempo Litúrgico. Conclui a primeira etapa do Tempo Comum e inicia a Quaresma. Diante desse fato, uma proposta é servir-se dos dois Domingos do Tempo Comum como ante-sala para entrar no grande tempo da Quaresma, que neste ano carrega o convite para converter-se e voltar-se para Deus, a quem somos convidados, pela Campanha da Fraternidade, a adorá-lo e a servi-lo como único Deus e Senhor.

Apelo vocacional para viver em Deus
          É o apelo vocacional que se apresenta como a primeira motivação para voltar-se para Deus, só a ele adorar e só a ele se dedicar a servir. Interessante perceber como em todos os apelos vocacionais, Deus nunca impõe, mas convida e espera a resposta de quem é convidado. Nem mesmo exige uma resposta imediata, do tipo, é “pegar ou largar”, mas propõe um caminho e um convite para o seguimento. Durante muito tempo, o apelo vocacional cristãos ficou condicionado a um grupo restrito de pessoas, de modo particular, a padres e religiosos, esquecendo-se que o apelo vocacional é para todos, para cada batizado. A resposta ao caminho vocacional consiste em colocar-se à disposição do envio: “eis-me aqui”
(5DTC). Tal disposição exige a coragem de deixar a praia para entrar mar adentro — “duc in altum” —, deixar de buscar vida na praia e pescar vida em águas profundas, onde o sentido da vida torna-se saciada de modo profundo e estável.
 

          Condição indispensável para isso acontecer é o cultivo da vida interior, que na celebração do VI Domingo do Tempo Comum se apresenta com a bela comparação de cultivar a vida em terreno úmido e regá-la com a Palavra de Deus. Um incentivo que vem com a promessa de que, quem assim fizer, terá a garantia da proteção divina e sentirá a paz e a serenidade próprias de quem convive com Deus e em Deus. Viver deste modo é experimentar o acolhimento divino das bem-aventuranças e afastar para bem longe o risco de entrar na lista daqueles que merecerão a lamentação de Jesus.  

          É como convite ao apelo vocacional, portanto, que os dois Domingos do Tempo Comum favorecem uma preparação à Quaresma, do ponto de vista da conversão, enquanto resposta à proposta divina de viver no estilo próprio do Evangelho, que e o tema forte na Quaresma do Ano C. As duas celebrações que concluem o Tempo Comum atuam como convite para deixar um estilo de vida e passar a cultivar outro modo de viver. É momento para prestar atenção à resposta vocacional.  

Dois passos iniciais para conversão
         
Para que a proposta ganhe corpo e se torne realidade, os Domingos da Quaresma favorecerão uma reflexão em vista desta mudança de vida, a começar pela luta e o modo de como vencer as tentações (1DQ), especialmente aquelas que se iluminam na idolatria do mercado. Também a Campanha da Fraternidade nos ajudará a viver a Quaresma como convite para refletir a quem servimos e a quem adoramos: a Deus ou ao dinheiro. A primeira vista, é fácil desconsiderar esta questão, especialmente quando já se vive num contexto religioso. Mas é neste contexto religioso que o desafio torna-se mais premente, mais incisivo, porque nem todo contexto religioso, infelizmente, está desprovido de ceder à tentação de adoração e serviço ao dinheiro, principalmente, quando a religião é usada em favor do lucro.  

          O modo de proceder para que a conversão seja autêntica e atinja a vida no íntimo, a ponto de mudar o estilo de viver é de suma importância. Tudo isso acontecerá dentro de um processo e, o início deste processo, começa pelo silenciamento, pela aceitação do convite de Jesus para subir ao Tabor, estar num local onde existe clima para rezar e ouvir as Escrituras (2DQ). O silêncio, em particular, aquele silêncio no qual nos deixamos envolver por Deus, através da espiritualidade do Evangelho, conduz à oração de ouvir o que Deus tem a dizer, por meio de seu Filho Jesus, deixando-se processar, pouco a pouco, por uma transfiguração que ilumina nossos corações até começar a brilhar nos olhos e resplandecer em nossas atitudes; é a santidade. 

Conclusão
          Em duas palavras, o mês de fevereiro, liturgicamente falando, é um tempo para se deixar convidar por Deus a caminhar nos caminhos do Evangelho, através da conversão. A primeira proposta é aceitar o convite, a segunda é entrar no processo da conversão, aprendendo a valorizar o serviço e a adoração unicamente a Deus, Nosso Senhor, silenciando para que o silêncio divino nos envolva completamente.  

 Serginho Valle

 

 

             NO DIA 1 DE FEVEREIRO, SEGUNDA-FEIRA, ESTAREMOS DE VOLTA. VOCÊ PODERÁ SOLICITAR  AS PROPOSTAS CELEBRATIVAS DO SAL CLICANDO NO ÍCONE



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