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4º Domingo da Quaresma |
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14 de Março de 2010
Laetare, Ierusalem, et conventum facite, omnes qui diligitis eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis, ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae.
Is 66,10-11
Leituras
roxo
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A conversão para Deus tem início na reflexão que cada um é chamado a fazer, confrontando a vida abundante com uma vida solitária. Ninguém está excluído da conversão, nem mesmo quem vive na casa do Pai e se considera cumpridor fiel das ordens paternas. Um precisa converter-se e voltar para a mesa farta, outro precisa converter-se para sentar-se à mesa com o Pai e com o irmão. Quem é criatura nova em Cristo, não pode se excluir por nenhum motivo, nem pela vida desenfreada (filho pródigo) nem por não querer se misturar com pecadores (filho mais velho). O conhecido texto evangélico do filho pródigo confronta a vida dos celebrantes e, ao mesmo tempo, confronta a comunidade em todas as suas atividades, questionando-a sobre como acolhe aqueles irmãos e irmãs que voltam para casa, voltam a viver no seu meio. Neste sentido, a comunidade é convidada a espelhar-se no banquete que o Pai manda preparar para o filho pródigo com o banquete eucarístico. O banquete eucarístico, igual ao banquete que o Pai oferece ao filho pródigo, é a casa onde celebramos nossa reconciliação com Deus. O convite para participar deste banquete representa a proposta de viver o amor do Pai que se manifesta pelo perdão e pela misericórdia. Assim como o Pai abraça o filho que volta para casa, assim a Eucaristia é a Mesa da casa, edificada no meio da comunidade, o local onde se celebra o acolhimento fraterno de todos que voltam para viver em Deus, na fraternidade.
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