3º Domingo da Quaresma


Vamos adubar a figueira. No próximo ano dará frutos

 

 

07  de Março de 2010



Oculi mei semper ad Dominum, quia ipse evellet de laqueo pedes meos. Respice in me et miserere mei, quoniam unicus et pauper sum ego.

Ps 24. 15-16

 

 

 


Leituras
Ex 3,1-8a 13-15 = O “Eu sou” enviou-me a vós
Sl 102 = O Senhor é bondoso e compassivo

1Cor 10,1-6.10-12 = A vida do povo com Moisés escrita como exemplo
Lc 13,1-9 = Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo




Cor litúrgica

roxo




 

 

                   

         

          A celebração contempla duas lógicas de poderes: o humano e o divino. Na lógica do poder humano, está o caminho da violência que termina em morte. Na lógica do poder divino está a misericórdia, que vê e ouve o clamor do povo, e o salva. A conversão a Deus é uma necessidade para não cairmos mortos pela lógica do poder humano.

          Essa segunda dimensão assume caráter de urgência e pede que sejamos cristãos que produzem frutos cultivados pelo Evangelho. O cristão não pode ser como uma bela figueira na praça da cidade, ele precisa produzir frutos do Evangelho em vista de uma sociedade que valorize a fraternidade e não a violência. Diante de tais desafios, o discípulo de Jesus Cristo é convidado a olhar para si mesmo e colocar-se num processo de conversão, com uma questão de fundo: para que serve minha vida, se esta é estéril e não produz nenhum tipo de fruto? 

           A Quaresma é um tempo apropriado para rever o que estamos produzindo com nossa vida, um tempo para refletir, à luz da Palavra de Deus, se temos a coragem de Moisés para tirar as sandálias e entrar no terreno de Deus; ou se temos a coragem de nos deixar cultivar para produzir frutos de vida, como diz a parábola com a qual Jesus conclui o Evangelho. 

 

Serginho Valle   

 

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